Thursday, June 15, 2006

Pq não arriscar!? 15/06

Existem ocasiões na vida em que se torna necessária uma decisão drástica... ou mudamos tudo, e tentamos virar a coisa toda, ou nos limitamos a deixar a vida correr, e ver se os problemas se resolvem sozinhos. Fica sempre algo pendente no ar, pois um dos maiores problemas que causa muitas frustrações, é a falta de coragem para mudar situações incomodas. Quanta gente não se sente bem com aquilo que está fazendo, mas por puro comodismo prefere aceitar a situação do que procurar uma mudança, outros caminhos.Vejam que pensamento bonito me foi oferecido por uma pessoa muito amiga, de autoria do já famoso L'Inconnu:
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
"Quantas vezes apareceram oportunidades em nossas vidas, que não soubemos agarrar, para "não deixar o certo pelo incerto".
Conselho sensato este, pois se estamos numa situação relativamente confortável, teoricamente nunca devemos fazer uma mudança radical, que vá colocar em perigo essa estabilidade. Por outro lado, a realização de um sonho pode representar a felicidade. E se houver riscos para que se possa ter êxito, os riscos devem ser corridos. Não quero dizer com isso que é "aconselhável" largar tudo para ir atrás de um sonho. O que se deve fazer é calcular bem os riscos para não se tomar uma decisão precipitada. Todavia, se não estamos nos sentindo bem naquilo que nos tem garantido a subsistência, se estamos fazendo algo que violenta nossa personalidade e, de repente encontramos aquilo que pode ser a realização de um sonho, aí, crianças, há que se tomar uma decisão radical e, mandando tudo pro espaço, tentarmos com todo afinco a concretização daquele desejo sufocado por muito tempo. Existe uma máxima que diz: Arrependamo-nos daquilo que fizemos, e não daquilo que nunca chegamos a tentar. É sempre uma decisão complicada, pois pode mudar toda uma vida. E se existe um AMOR ou FAMILIA envolvidoS, então... há que se ponderar muito. Num caso desses, sugiro sempre a formação de "conselho de ideias" ou um " conselho familiar", com todos opinando sobre o que se poderá fazer. Em situações semelhantes, de uma virada total de mesa... as decisões tomadas de se ir atrás da "loucura", foram muito bem tomadas. Minhas "loucuras" deram certo. Mas nem todas dão. Daí insistir sempre para que se pondere bem. Portanto... o livre arbítrio é que deve nos conduzir. Às vezes é necessário "perder-se o juízo".

Dores do amor!!!! 15/06

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo. Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.